Eu não, nunca quis ser nem sequer jogador "da bola", até porque desde criança sobe bem as minhas limitações, e com os pés, acreditem, eram bastantes!
O que eu queria mesmo, mesmo, era "o ser treinador do Benfica"!
Não queria sê-lo por ser fixe, ou por gostar de ser famoso, ou porque gostava de poder mascar pastilha de boca aberta sem ninguém me chamar à atenção ou ter um cabelo como o Richard Dean Anderson, para falhar a cada 1ª substituição sempre ao minuto 68 ou para poder contratar 50 extremos de qualidade duvidosa e não apostar num único miúdo da "cantera", para brincar com a carreira de jogadores valorizando-as ou desvalorizando-as de acordo com proveitos próprios comissões ou jogos de bastidores de empresários, perder todos os jogos importantes (principalmente os clássicos a norte) ou poder gastar "míseros" 200M€ aos sócios para ganhar um campeonato e uns canecos da cerveja em 4 anos, ou para me sentar numa conferencia de imprensa e auto intitular-me "Filósofo Analfabeto"...ou para me ajoelhar no Dragão...
Não...eu queria ser "o treinador do Benfica" porque isso para mim era o expoente máximo da competência, da cultura técnico-táctica e do respeito pelo adversário. Homens de "H" maiúsculo que envergavam aquela velhinha braçadeira de treinador no braço direito com orgulho e humildade, corrigindo posições no relvado como se de um bailado de linha lateral se tratasse, enfrentando qualquer rival "olhos nos olhos", sempre para ganhar, e sem se barricarem atrás das falhas dos atletas quando algo corria mal...porque o Benfica era assim, capaz de ganhar a qualquer equipa, em qualquer estádio, contra qualquer adversidade, porque SOMOS O BENFICA E ISSO BASTAVA!
Tenho tantas saudades dos tempos em que sonhava ser "o treinador do Benfica"...vocês não?
Saudosas saudações Benfiquistas!

Que pérola! Tresanda classe!
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